sábado, 27 de setembro de 2008

Coisas de esquecer o celular

Nada como depender de um aparelho minúsculo que ninguém sabe explicar ao certo se gera ou não um câncer. Em pouco tempo dirão ao mundo que celulares matam mais que cigarro e bala-perdida. Pior que matar-nos é saber que dormimos com o inimigo, que tiramos fotos com o inimigo, que navegamos na internet com o inimigo e que raríssimas vezes falamos atravéz do inimigo (sim, eu precisa usar esta piada).



Mas ninguém pensa muito nestas coisas. Muitos usam o aparelho com a finalidade de informar o horário e gastar energia elétrica (seja da escola, da faculdade, do trabalho, da própria casa ou no caso do câncer, do quarto de hospital). E mesmo assim esse pequenino notável que nenhuma importância tem, só se mostra importante quando, por infortúnio do destino o esquecemos em algum lugar.

Sendo em casa, sempre é em virtude de uma mudança nos planos que nos levam à sair de casa (um "viva" à rotina); e sempre lembramos exatamente onde o esquecemos. Quando o deixamos acidentalmente em outro lugar, não importa o esforço, jamais lembraremos "onde".

O susto de perder o celular é agravado pela quantidade de números de telefones que a agenda possui. E em muitos casos, em situações onde se espera uma ligação importante.

Um caso assim pode estragar um dia inteiro. Um relacionamento. Um emprego. Uma proposta de emprego. Ou a cirurgia que iria te salvar do câncer.

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