sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Coisas de votos e perseguições

As eleições se aprochegam e mesmo ocultando minhas posições e ideologias políticas, desempenho o papel de bom cidadão (que sou ou deveria ser) e aconselho que façam da urna um vaso de flores desta vez, pois ela já está bastante adubada.

Enfim, não são apenas as eleições que se aproximam. Quando passeamos pelas ruas, "fornecedores de santinhos" aproximam-se muito mais do que a boa educação em um país tropical deveria permitir. Estão sempre posicionados em pontos estratégicos que, sendo minoria, nos sentimos como o exército Persa tentando invadir Esparta. Já não bastassem os anúncios de avaliação de cabelos, cortes de dentes, compradores sem avaliação em SPC e empréstimos de ouro, ganhamos vários outros obstáculos nas ruas; um para cada partido ou candidato.

Logo, o simples ato de caminhar nas ruas torna-se não mais uma atividade enfadonha, mas uma verdadeira batalha para a mais bem armada estratégia. Os mais "vivos" se escondem atráz de outras pessoas e esperam que a linha de frente seja atacada para fugir de fininho. Alguns são suicídas e recolhem todo e qualquer lixo que lhes é estendido. Confesso que é mais fácil recolher do que elaborar complicadas táticas e engenhosos movimentos para fugir dos santinhos, mas assim, onde fica a diversão?

É certo que algumas pessoas estão apenas trabalhando, e ajudá-lo a colocar no lixo os papéis que ele não consegue/pode é uma ação altruísta.



Conhecer o ambiente onde passa pode ser fundamental para uma caminhada mais sossegada. Alguns lugares dispoem de latas de lixo estratégicamente posicionadas, fora do olho desatento dos distribuidores de lixo, mas ao alcance da mão que teve tempo de oferecer leitura aos olhos e julgar desinteressada pelo conteúdo da mais recente aquisição. Aí, um sentimento de culpa toma conta de nós... Mas desaparece no instante seguinte quando notamos que a lata de lixo, que diz "papel" está solitária (obviamente para este fim), e abarrotada de outros tantos santinhos gêmeos ao que carregamos.

É uma pena que os santinhos contenham apenas o número que devemos digitar no vaso de flores e não sobre espaço para os nome do candidato e mais importante, para o que ele pretende fazer. Enfim, nos resta cegamente votar nestes publicitários tão geniais que nos vencem pelo cansaço e em 3 anos e meio, nas próximas vésperas de eleições descobrimos quais eram as suas propostas.

Um comentário:

Blog, o resgate disse...

O legal é que vale tudo, até agradecer por tu não ter aceito...

Outra coisa é que os políticos viram a simpatia em pessoa nessas épocas... Esses tempos, o prefeito de Alvorada me acenou... Meu Deus, eu nunca vi ele na vida, não fiz menção alguma de movimento pra cumprimentar ele... Mas mesmo assim, ele achou que era uma boa me acenar... Tomar no cu! lol